domingo, 11 de agosto de 2013

Quanto se perde?

Um dia uma amiga me disse que os relacionamentos eram baseados em conveniência e no momento eu impiedosamente contestei. Disse que de fato deveriam haver sentimentos para o relacionamento seguir adiante, disse-lhe que deveria haver lealdade, confiança e doação, eu acreditava que as pessoas eram capazes de amar acima de qualquer coisa, de amar por amar, de se doar incondicionalmente não por obrigação, mas por prazer. E hoje? Como eu posso contradizer minhas próprias verdades?
Me pergunto antes de dormir (quando eu me dou tempo e o direito de pensar) em que ponto da estrada eu perdi o controle, a fé na pureza? Em que ponto eu passei a desejar e acreditar em histórias de tirar o fôlego para todos que me cercam, excerto para mim? Em que momento eu passei a me conformar com o meio termo (logo eu, que sou adepta aos extremos)? Em qual etapa da vida em me perdi?
Me sobra cansaço e me falta sono, tenho medo de encarar o que meus sonhos vem em segredo mostrar. A disposição some a medida que penso, a agonia aparece a medida que percebo, a perturbação se exalta a medida que me acovardo.
É bom, mas não é o bastante. Falta a certeza que um dia existiu...Existiu e se perdeu, assim como a promessa da eternidade.
Um amigo me disse que "nunca" é muito tempo, será que o "pra sempre" também seria tempo demais? O que custa mais, a coragem de tomar as rédeas da situação ou tomar a decisão errada?
Quanto se perde? E as feridas que vamos causar, como se mede? E as feridas que nós nos causamos, como se curam?

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