sexta-feira, 9 de maio de 2014

Nova forma de sentir.

Eu tive que sair. Se eu não saísse de lá naquele exato momento eu desmoronaria, e acredite: eu desmoronando não sou nada sexy.
Não foi nada que você disse ou fez. O problema ali era apenas a minha idealização de um romance perfeito e a nossa distância quase tangível. Não adianta, por mais que a gente tente se manter consciente e racional o coração trairinha sempre pega quando estamos mais desprevenidas.
A situação é simples, a lógica disso é algo que pra minha (e nossa) sanidade mental é melhor abdicar. Sabe quando o que dói, dói de bonito? (Sim, acabei de dar um tapa em mim mesma pelas contradições visíveis). O problema é exatamente o que não aconteceu e a bendita idealização de que seria perfeito, diferentes, com filhos lindos e casinha serena.
É só isso.
É igual aquela música: A paz, do Gilberto Gil. Nada mais, nada menos. Só isso:

"A paz 
Invadiu o meu coração 
De repente, me encheu de paz 
Como se o vento de um tufão 
Arrancasse meus pés do chão 
Onde eu já não me enterro mais 

A paz 
Fez o mar da revolução 
Invadir meu destino; a paz 
Como aquela grande explosão 
Uma bomba sobre o Japão 
Fez nascer o Japão da paz 

Eu pensei em mim 
Eu pensei em ti 
Eu chorei por nós 
Que contradição 
Só a guerra faz 
Nosso amor em paz 

Eu vim 
Vim parar na beira do cais 
Onde a estrada chegou ao fim 
Onde o fim da tarde é lilás 
Onde o mar arrebenta em mim 
O lamento de tantos "ais" "

;)

Nenhum comentário:

Postar um comentário